Trocámos um sorriso sem sabermos de onde viemos, nem para onde vamos. Somos capazes de empatia sem razões subliminares, até nos assentos andantes. Quando me cruzo com a multidão, de olhar esguio, e toque frio, Não me sorriem com o olhar, muito menos mo dirigem, pois as pessoas fingem. Estamos todos muito ocupados a sentir a sombra dos túneis, Ou a esgueirar a luz pela janela, nas nossas carcaças ambulantes. Corcundas por ecrãs pequenos, de olhos vendados a tapar a expressão, Quem somos, e qual a próxima estação? É uma boa questão. Talvez pare já aqui, não a seguir, quiçá desvendar novos antigos, E antes da paragem seguinte perguntar, "Será que poderíamos ser amigos?"
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