Revolta

Algumas vezes sentimos uma revolta pequenina dentro de nós. Outras vezes sentimos que queremos explodir. Depende do dia-a-dia. Aquela bola de cristal que rebola pelas sombras durante o tempo, fragilizada por quem lhe cuida, sofrida, guarda as mágoas no seu profundo estado sólido. E quando se parte, os pedaços sobrevoam as eras de felicidade. Por vezes, tem de se silenciar e deixar o rio fluir, até não haver mais água. Hoje queria explodir, mas prefiro guardar para mim a raiva e revolta, misturadas como que numa tinta que não pinta mais. Hoje é só mais um dia, que passará, certamente. . . e voltarei a vê-la, bola de cristal.

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