Toque

Quando passas por mim, os meus olhos desvanecem entrelaçados na sua própria humidade. Esse perfume que chama por mim, outrora mais distante, seca os meus lábios que pedem da tua água. Se em tempestade se espera, em fosco vidro se enumera, as contas que aqui fiz, assim, de coração posto em ti. Pois da sombra que me segue na correria, peço-te a mão. Toca-me o sentido, pois o chão resfria de saudade.

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