A hora do tempo
Já é hora?!
De ir embora, de sair para fora?
De fingir que nada se passou, outrora,
E deixar flutuar a lanterna pelo Espaço fora...
Já é hora?!
De dizer adeus ao tenro e saudoso agora,
De queimar o tesouro dos nossos beijos de amora,
E a vida, chora?
Já é hora, sim, já é hora!
Das palpitações cintilantes com demora,
Se fazerem sentir reluzentes, qual aurora!
E é hora, bela hora,
De desejar que os meus pensamentos andantes,
Esquecidos num mundo de florestas flutuantes,
Sejam, um dia, flora.

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