Amigos andantes
Trocámos um sorriso sem sabermos de onde viemos,
nem para onde vamos.
nem para onde vamos.
Somos capazes de empatia sem razões subliminares,
até nos assentos andantes.
Quando me cruzo com a multidão, de olhar esguio, e toque frio,
Não me sorriem com o olhar, muito menos mo dirigem,
pois as pessoas fingem.
Estamos todos muito ocupados a sentir a sombra dos túneis,
Ou a esgueirar a luz pela janela, nas nossas carcaças ambulantes.
Corcundas por ecrãs pequenos, de olhos vendados a tapar a expressão,
Quem somos, e qual a próxima estação? É uma boa questão.
Talvez pare já aqui, não a seguir, quiçá desvendar novos antigos,
E antes da paragem seguinte perguntar, "Será que poderíamos ser amigos?"

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